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No violncia
Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010 Enviar por e-mail Versão para Impressão acessos
1944
 
O que deveria ser diverso virou tragdia na noite de domingo (21): uma pessoa morta e 16 feridas trs delas bala numa briga entre torcedores ocorrida em Jundia. No dia seguinte, o que deveria ser comemorao pelo ingresso no ainda restrito mundo universitrio virou sofrimento para sete calouros da Unifeb, em Barretos, queimados por veteranos com creolina (veja fotos).

Duas semanas antes, um jovem de 18 anos ficou em coma aps ser submetido a oito horas de torturas fsicas e psicolgicas, incluindo a ingesto de etanol, em Fernandpolis (eis a entrevista). No incio do ms, vtima de ferimentos graves reconheceu trs estudantes de Medicina como agentes da agresso motivada por racismo, em Ribeiro Preto. Pouco tempo antes, dois rapazes atearam fogo num morador de rua em Mogi das Cruzes. apenas uma amostra das barbries que se desenrolaram em menos de 30 dias no Estado de So Paulo. So crimes com requintes de crueldade que extrapolam a capacidade de entendimento de qualquer mente s.
O qu, afinal, leva jovens teoricamente, saudveis, e com uma vida inteira pela frente a tal sadismo? Nenhuma obsesso por time de futebol abona a guerra de torcidas. Nada h que explique o trote fsico nas universidades. E menos ainda que repugnantes preconceitos e discriminaes de toda ordem encontrem guarida na sociedade contempornea.

Os episdios que se repetem na contramo da evoluo social vo alm. Pior, de to corriqueiros, nem so registrados, haja vista o que acontece diariamente no Rio de Janeiro e em outras localidades. So brigas aos montes, rachas, vandalismo, jovens e adolescentes embriagados e drogados. V-se de tudo, especialmente quando anoitece. A proibio legal da venda de bebidas alcolicas a menores e o cumprimento da Lei Seca contrastam com a precariedade da fiscalizao. Ainda que o comrcio estabelecido obedea a legislao, restam os informais. Vende-se cachaa at em carrinho de cachorro-quente.

As autoridades constitudas no exerccio das atribuies que lhes cabem tm de identificar e punir os delinquentes. O Poder Pblico, resguardadas as esferas de competncia, precisa fiscalizar melhor, policiar mais, educar com maior competncia e proporcionar opes gratuitas de lazer. Tambm cabe s instituies da sociedade civil organizada trabalhar com firmeza para coibir descalabros como trotes nas universidades, guerras de torcidas e atitudes discriminatrias.

Mas no basta. A populao, em coro, tem de repudiar esses atos repulsivos. Isto significa agir dentro de casa. Omisso vira cumplicidade. E no se pode admitir a disseminao de comportamentos tpicos da era medieval. Afinal, a maior parte dos infratores tem 20 e poucos anos. Falo de questes morais; dos conceitos de certo e de errado. E tambm da necessria religiosidade. As pessoas precisam se aproximar mais de Deus. Liberdade vital; diverso idem. O objetivo no transformar o filho em alvo de perseguies. Mas sim, ajudar a brecar a violncia.

Por isto, insisto que a reverso do quadro depende de frentes simultneas de ao: fim da sensao de impunidade com aplicao rigorosa das penalidades, associada a polticas eficazes de recuperao dos infratores, medidas preventivas baseadas no reforo da fiscalizao e do policiamento, na melhor qualidade da educao valorizando a formao do cidado, na multiplicao das opes de lazer e cultura acessveis a todos e na revitalizao das relaes familiares. Este ltimo item demanda mecanismos do Poder Pblico para, em parceria com organizaes da sociedade civil, oferecer ajuda especializada e gratuita s famlias que tenham dificuldade com ajustes de comportamento. Elas, por sua vez, precisaro ter humildade e bom senso para buscar e aceitar amparo.

Essa conjugao de esforos o nico meio de enfrentar o problema de modo eficiente. Vale lembrar que a mera represso tem efeito passageiro e, em geral, causa reflexos piores que o mal que almeja combater. O medo opera como empecilho temporrio porque da natureza humana desafiar aquilo que teme. J a conscincia muda a atitude. E isto que buscamos.
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