Novo Código Florestal

Ruralistas fortalecem vigília

Junji e membros da Frente Parlamentar Mista da Agropecuária acirram estratégias para preservar, no Senado, texto aprovado na Câmara dos Deputados

13/07/2011


Integrante da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Agropecuária, o deputado federal Junji Abe (DEM-SP) participa das ações desenvolvidas para preservar, no Senado, o texto do novo Código Florestal, aprovado em maio último pela Câmara. Para que não haja surpresas desagradáveis, os ruralistas decidiram reforçar os contatos com os senadores visando sensibilizá-los para a importância de manter o que classificam como medidas imprescindíveis para os produtores, principalmente os de micro, pequeno e médio portes.

As visitas mais assíduas dos deputados ao prédio vizinho foram sugestão do senador Waldemir Moka (PMDB-MS) que esteve na reunião semanal da Frente, realizada na terça-feira (12/07/2011). A convite do vice-presidente do grupo, deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), ele fez uma explanação sobre o andamento das discussões em torno do novo Código Florestal.

De acordo com Junji, Moka demonstrou confiança na avaliação do relator, senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC). “Ele já foi deputado federal e duas vezes governador de Santa Catarina. Apesar de não ter ligação direta com o setor agropecuário, vem de um Estado da Federação onde a agricultura familiar e os pequenos produtores pequenos produtores respondem pela principal atividade econômica e social, além de ter um histórico de homem público coerente e sábio em suas decisões”, relatou o deputado, expressando a visão do convidado.

Em linhas gerais, a tendência é o Senado seguir o parecer do relator. Porém, observou Junji, também é fato que os senadores vêm sofrendo “enorme pressão” para alterar o artigo que trata das áreas consolidadas, dispensando propriedades de até quatro módulos fiscais de recompor as porções de reserva legal utilizadas. “Se esta obrigatoriedade voltar, afetará milhões de pequenos produtores no País inteiro”, advertiu.

Na opinião de Junji, o texto do novo Código Florestal trouxe um exagero: “anistiar de forma genérica quem desmatou”. Em especial, completou o deputado, nas Regiões Centro-Oeste e Norte onde “a maioria é de madeireiros travestidos de produtores rurais”. Já os agricultores, assinalou o parlamentar, sempre zelaram pela preservação do meio ambiente. “Têm consciência de que os recursos naturais são a base da sobrevivência da atividade agrícola”.

Durante o encontro, os membros da Frente também lamentaram a postura de organizações da sociedade civil ligadas à área científica que alegam à mídia terem sido excluídas do debate sobre o Código Florestal no Congresso. O segmento foi ouvido na Câmara dos Deputados, por meio da SBPC – Sociedade Brasileira de Progresso e Ciência.

O foco dos cuidados dos congressistas ligados à agropecuária envolve uma questão política. “O governo não pode entrar na equivocada linha de raciocínio de que perdeu na Câmara e deve ir à forra agora. Estamos trabalhando pelo bem do Brasil e, por este motivo, votamos a favor do novo Código Florestal”, analisou Junji. “Trocar informações com os senadores sobre o tema será muito saudável para reforçar o esperado parecer favorável do relator”, complementou ele, apoiando a ideia de tornar mais assíduo o relacionamento com o Senado.

(Leia mais sobre a reunião da Frente Parlamentar Mista da Agropecuária)


Mais informações:

Mel Tominaga
Jornalista – MTB 21.286
Tels: (11) 99266-7924 e (11) 4721-2001
E-mail: mel.tominaga@junjiabe.com