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Escolher é uma dádiva
Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016 Enviar por e-mail Versão para Impressão acessos
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Domingo é dia de eleições municipais. É quando os cidadãos do País inteiro vão às urnas escolher os comandantes de suas cidades e os seus representantes nas Câmaras Municipais. Gostaria muito que cada um dos eleitores refletisse bem sobre o significado do ato de votar. Está longe de ser uma aporrinhação. Também não se trata apenas de obrigação ou dever cívico. É bem mais. Significa oportunidade. É a chance de dizer, com voz alta e soberana, o que deseja para o município onde vive, nos próximos quatro anos.

Alguém vai dizer que os políticos são todos iguais. Prometem e não cumprem. Assumem o poder e se esquecem dos compromissos de campanha. Sim, muitos deles não honram os votos que receberam. Sim, muitos deles ignoram a verdadeira essência da política, que é a arte de praticar o bem comum. Mas, não são todos. Ao atirar toda classe política na vala comum do descrédito, o eleitor perde a chance de exercer o seu direito de depuração, de seleção soberana. Se a vida é feita de escolhas, por quê abrir mão de escolher?

Escolher é tarefa difícil em quase todas as situações. Mas, nas eleições, escolher é uma dádiva. Significa se empoderar para aproveitar a oportunidade de usar o instrumento maior do regime democrático: o voto. Quem falta ao pleito, anula ou vota em branco, simplesmente, deixa que os outros escolham. É um falso conforto que sai bem caro mais adiante. Depois, vira hipocrisia ir para as ruas protestar. As manifestações, absolutamente legítimas, servem para cobrar e exigir posturas. Mas, o melhor caminho ainda é escolher bem em cada eleição. Abrir mão de escolher é como reclamar da cor da cortina, depois de dizer que aceitava qualquer uma. Ou o pai ausente culpar a mãe pela educação (ou falta dela) dada aos filhos.

Em Mogi das Cruzes, cabe a 296.944 mogianos decidir quem será o próximo prefeito e os 23 vereadores. Três candidatos disputam a Prefeitura, juntamente com seus vices, e quase 400 concorrem ao cargo de vereador. Embora o meu filho, vereador Juliano Abe (PSD), seja um dos concorrentes a vice-prefeito, não escrevo para pedir votos na chapa dele. Peço ao eleitorado mogiano que vote com consciência, depois de analisar criteriosamente os concorrentes, suas propostas, a viabilidade econômico-financeira dos compromissos que assumem e seu histórico de trabalho e de vida.

Da mesma forma, rogo que avaliem a própria Cidade. Vale observar como está, o que já foi feito, quanto evoluiu nos últimos anos, do que precisa para ficar melhor e qual dos prefeituráveis estaria melhor qualificado para manter o ritmo de desenvolvimento. Afinal, o maior problema em qualquer lugar é a paralisação ou estagnação de bons projetos, simplesmente porque foram iniciados pelo gestor anterior. Bom prefeito é aquele que coloca a Cidade acima da sua vaidade e ambições pessoais. Ele não se preocupa em imprimir o próprio nome na posteridade. Ele se dedica, dia após dia, à missão de oferecer melhores serviços públicos e ampliar a qualidade de vida da população à qual serve. Não interessam autorias, mas resultados.

Dito isso, repito que a palavra-chave é participação. Faço um veemente apelo à população para que não se distancie da política. Ao contrário: que seja cada vez mais participante do processo político, como agente da transformação cultural, de postura e atitude pela moralização dos seus representantes. Os avanços esperados virão. Basta que cada um vista seu sentimento cívico e assuma, verdadeiramente, suas responsabilidades na evolução social.

Que saibamos sustentar garras afiadas na defesa daquilo em que acreditamos. E tenhamos, ao mesmo tempo, tolerância para respeitar a diversidade de ideias e a pluralidade de opiniões, assim como possamos conciliar as divergências em benefício das pessoas. A contínua participação popular nos rumos da Cidade, do Estado, do País pavimentará um caminho mais próspero, confortável e seguro para as gerações futuras.

Conclamo os cidadãos de bem para que exerçam com vigor seus direitos de escolher seus representantes e, depois, de fiscalizar e exigir. Juntos, defendamos nossos ideais, batalhemos pela concretização dos nossos sonhos e tenhamos fé de que somos capazes de fazer sempre o melhor. Acima de tudo, não podemos nos aposentar das nossas almas. Então, façamos valer nossas escolhas, nossos anseios. E cobranças também. Bom voto!
Junji Abe é líder rural, foi deputado federal pelo PSD-SP (fev/2011-jan/2015) e prefeito de Mogi das Cruzes (2001-2008).
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